segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Benedito: uma vida dedicada às letras

Benedto: vida pela arte literária
Benedito Nunes se foi. O intelectual paraense, um dos mais notáveis filósofos e pensadores do país, com vários ensaios sobre grandes mestres da literatura nacional e mundial, faleceu ontem aos 81 anos, depois de passar pouco mais de uma semana hospitalizado por problemas oriundos de uma úlcera. O intelectual era um dos  mais respeitados professores e homem de  letras de nosso Estado. Professor Benedito era simples. Nas caminhadas que fazia no bairro do Marco onde morava (o mesmo meu),  era sempre cumprimentado com carinho pelos moradores, que identificavam aquele senhor de passos lentos mas firmes pela 25 de Setembro,  pelo Bosque Rodrigues Alves. Sorridente e sempre simpático, o professor Benedito acenava para os conhecidos, parava, conversava com um, com outro, era sempre simpático. 
Intelectual dos mais ativos, sempre trabalhando, lendo e pesquisando, Benedito sempre foi estudioso, e mesmo que tenha se formado em Direito, teve  por toda a vida a determinação para as letras. Fez mestrado na Universidade de Sorbonne, em Paris, e como Mestre, educou a várias gerações de alunos, alguns hoje professores como ele. Como crítico, filósofo e escritor ganhou fama nacional e internacional, notabilizando-se, também,  como pesquisador.
Benedito Nunes era professor desde a década de 50 e publicou vários livros, dentre os quais "O drama da linguagem - Uma leitura de Clarice Lispector". Dentre sua coleção de prêmios como escritor,  filósofo e  pesquisador dos mais renomados, ganhou um Prêmio Jabuti e um Machado de Assis. Mesmo com o reconhecimento que teve como um dos mais significativos homem das letras de nossa época, Benedito sempre tratava seus colegas professores, alunos e intelectuais com uma peculiar humildade. Mestre Benedito Nunes deixou  uma grande lacuna na cultura do Pará e do Brasil pelo seu lastro intelectual,  e para nós paraenses a certeza da perda de um ser humano dotado de grande bondade, humildade e da sabedoria dos grandes pensadores.

Paciência. Agora é partir para outra!

Lamentavelmente não deu. A Tuna não ficou entre o quatro. Não podemos agora procurar nem tampouco apontar culpados. Vejo que o time evoluiu do início da Primeira Fase para cá, pois, sendo a equipe com o plantel mais barato, mas mesmo assim unido e competente, chegou ao final com a mesma quantidade de pontos que o quarto colocado, o Cametá, que no geral foi superior à Tuna somentepor uma vitória a mais. 
Quando se perde a tristeza toma conta de nossos corações. O sentimento que aflora não é nada bom. Mas temos que nos unir e tomar consciência que vamos recomeçar com a mesma garra e temos tudo para chegar à final do Segundo Turno. Mesmo porque, a Tuna foi uma equipe que evoluiu, perdeu somente uma partida e se não fora o detalhe do empate com o São Raimundo, certamente estaríamos dentro e com uma certa folga. Parabenizo à equipe que foi guerreira e honrou a camisa cruzmaltina em todos os momentos. Infelizmente só entram quatro. Flávio e sua equipe merecem todo o nosso respeito e apoio. Vamos trabalhar para que as coisas sejam mais positivas  na próxima fase. Parabéns a todos e obrigado atletas e Comissão Técnica da Tuna.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pré-fixação do Mínimo até 2015 é bom para os trabalhadores.

Itamar e Freire: só demagogia no Senado
Cara de tacho, a do vendido  senador Roberto Freire. Outrora comunista e hoje vendido até a medula à direita mais conservadora do país, Roberto procurado os holofotes dos telejornais para dizer  que o decreto para pré-fixação do aumento do Salário Mínino para os próximos cinco anos  (até 2015), que dá uma média para 2012 de 14 por cento de aumento, foi um arbítrio. Segundo ele, o projeto de lei  é inconstitucional, porque transfere para o executivo a prerrogativa de estabelecer o valor anual do Mínimo, que é do legislativo. Freire, além de oportunista e amigo dos holofotes, foi muito infeliz, pois está tão desacreditado, que nem o PSDB lhe deu ouvidos. Já o  senador Itamar Franco, que foi um dos piores governos para os assalariados, mas que agora demagógicamente  ameaça entrar no STF contra o artigo 3º do projeto que pre-fixa o Mínimo até 2015, só conseguiu azucrinar seu antigo parceiro José Sarney,  e foi uma voz única e penosa no Senado.
É importante que se entenda que o projeto que define os valores do Salário Mínimo para os próximos cinco anos é algo novo e importante para os  trabalhadores, que assim, já podem fazer um planejamento do que fazer com o aumento que terão em 2012 e nos próximos anos. Se Freire e alguns poucos de seus pares acham que isso é inconstitucional, cometem o lapso de não entenderem que os aumentos serão leis, portanto não têm  a dependência do Executivo como querem mostrar. Vejo mais como um desespero do velho político pernambucano e de quem o acompanhou, já que a manutenção de um aumento anual do Mínimo em cima da inflação mais o aumento real proposto pelo Governo, é a certeza de que o trabalhador sempre estará ganhando, independente do  que propor o Congresso. Já imaginaram se todas as categorias, como professores, servidores públicos, enfim, todas as profissões tivessem a certeza de que teriam um valor bem maior que a inflação todos os anos? Seria interessante ou não?  Mesmo porque, se a inflação anual chegar a 5% e o aumento for de 14%, o aumento real será de 9%, nada mal para qualquer trabalhador. Bem diferente da demagogia proposta por alguns parlamentares oportunistas, como Freire e Itamar, que só brigam pelos  direitos dos trabalhadores na frente dos holofotes.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tuna rumo a um porto seguro

Conversei com o presidente Fabiano Bastos sobre o jogo da Tuna domingo contra o Cametá. Fabiano disse que ainda teria algumas reuniões até amanhã e no momento não poderia se comprometer com valores nenhum com relação a "bicho" sobre vitória. "Temos que pensar primeiro em pagar salários. Estou concluindo o mês de Janeiro e mesmo que tenhamos que vencer de qualquer maneira, não posso ficar fazendo promessas e  depois não conseguir cumprir", disse
Seria  importante, coloquei para ele, que a Tuna desse um incentivo a mais para os jogadores e Comissão Técnica. Por outro lado, entendo como é complicado ter a responsabilidade de garantir  isso ou aquilo e depois não conseguir fazer como se prometeu.  Se não está podendo, não adianta garantir "bicho". O mais importante é garantir o salário.
É importante vencer? É. O "bicho" é importante? Também é. Mas tem que haver responsabilidade. O presidente e o treinador vão ter que ter  uma grande capacidade para expor aos atletas a importância de vencer o jogo de domingo,  principalmente pela necessidade da Tuna ter que continuar entre os quatro finalistas. Até o dia do jogo, tanto Fabiano Bastos como Flávio Goiano vão ter que jogar a sua bola fora de campo, na base do convencimento ético, verdadeiro, aos atletas, mostrando que eles vão ter que se superar dentro de campo. Os dois, Fabiano e Flávio, vão ter que mostrar aos valorosos atletas cruzmaltinos, agora, que o momento chegou. Se a Tuna vencer, será uma grande vitória. As coisas poderão melhorar sensivelmente. Vão ter que explicar que todos estão no mesmo barco à procura de um porto seguro.  Do presidente aos jogadores, sucesso da equipe é o sucesso de todos. E a Tuna poderá aproximar-se muito deste  porto seguro com uma  grande vitoria domingo. Depois, é continuar com o mesmo espírito, ganhar o titulo tão sonhado do Primeiro Turno e o Paraense 2011. Aí sim, se chegará ao verdadeiro porto seguro.

Ophir nada fala sobre censura a Lúcio

Muito preocupante, para não dizer estranha,  a posição do presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante  Júnior, sobre a intimação por parte do juiz da 4a. Vara Federal, Antonio Carlos Campelo, ao jornalista Lúcio Flávio Pinto a não publicar qualquer notícia sobre o envolvimento dos empresários Rômulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana em fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sob pena de "prisão em flagrante criminal e multa de 200 mil reais". Lúcio, que edita quinzenalmente o "Jornal Pessoal" há 23 anos, na edição da 1a. Quinzena de Fevereiro publicou matéria onde relata detalhes da audiência dos irmãos Maiorana realizada dia 1º deste mês.
Ophir Cavalcante, que é paraense, tem demonstrado ser um dos presidentes da OAB mais atuantes, preocupando-se com todos os assuntos que sejam de interesse do povo, dos estados e do pais, segundo uma publicação de Belém, ao ser inquirido para manifestar-se sobre o caso do jornalista, Lúcio Flávio, preferiu evitar qualquer manifestação, pois o "problema é regional", e aconselhou que procurassem Jarbas Vasconcelos, da OAB-Pará, que no momento está viajando para os EUA. É estranha, muita estranha esta posição do presidente da OAB, Ophir Cavalcante, porque desde que assumiu a entidade nacional dos advogados, ele não perde uma oportunidade de mostrar o quanto é assíduo nas lutas pelos direitos civis ,e assim não passa uma semana sequer sem estar na frente dos holofotes. O Sindicato dos Jornalistas, através de sua presidente, Sheila Faro, publicou nota em que repudia "veementemente qualquer forma de cerceamento de liberdadde de expressão e sobretudo, de liberdade de imprensa". Leia abaixo a nota do Sinjor.

                         

Nota oficial do Sindicato dos Jornalistas   

O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará vem a público repudiar veementemente qualquer forma de cerceamento de liberdade de expressão e, sobretudo, de liberdade de imprensa.

A livre manifestação de pensamentos, de idéias e opiniões é um dos aspectos primordiais para garantia do Estado Democrático de Direito e, o desrespeito a isso representa um duro golpe ao livre exercício da nossa profissão, que pode ser claramente tipificado como censura, ferindo uma das principais bandeiras de luta deste Sindicato.É papel da imprensa na sociedade democrática a divulgação correta, ética e precisa da verdade, por isso, o Sindicato acredita que os veículos de comunicação, como o Jornal Pessoal, do Jornalista Lúcio Flávio Pinto, devam servir e servem ao interesse público.
Por último, o Sindicato dos Jornalistas apela às autoridades competentes, especialmente, às do Judiciário, para que assegurem a plena vigência dos direitos basilares da Constituição – o acesso à informação e a liberdade de expressão, contra aqueles que mais uma vez tentam calar a voz de um dos jornalistas mais respeitados no nosso Estado e do país.
Nosso apoio a Lúcio Flávio Pinto.
            

Ganso poderá ganhar até 500 mil mensais

Ganso só fica por 500 mil.
É brincadeira o Santos querer ficar com Paulo Henrique Ganso e não querer pagar ao atleta um salário no mesmo nível do Neymar. Paulo Henrique, Neymar e Robinho foram os três melhores atletas do Santos ano passado e Ganso foi considerado o grande maestro da equipe, elogiado por toda a crônica esportiva, inclusive internacional, que v}e no atleta paraense surgido na base da Tuna Luso Brasileira, a grande revelação do futebol brasileiro.
Hoje,m Paulo Henrique Ganso ganha uma média de 130 mil mensais, um salário alto, mas para o atleta que ele, de categoria internacional, de seleção brasileira, é pouco. Mesmo porque Neymar teve sua carreira toda planejada, depois do episódio do Chelsea que se interessou por seu passe, e hoje ganha a bagatela de 500 mil mensais.
Ganso já declarou, através de seus familiares e empresário, que quer um aumento no nível de Neymar e o Santos treme nas bases, porque sabe se não acertar com o craque, poderá perder. E perder muito.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

História de "Meus caros amigos"

Comecei na segunda a ler "Histórias e canções - Chico Buarque de Holanda", de Wagner Homem. O livro , presente do amigo Gerardo Von, é tudo de bom para os amantes da boa música e em especial de Chico Buarque de Hollanda,  escritor, teatrólogo, cantor e compositor de marca maior. São pequenas historietas que Wagner Homem colheu  através de pesquisa e com o próprio Chico Buarque, de quem é amigo há mais de 20 anos. Histórias de canções, como diz o título. Tem coisas muito interessantes e que servem para desmitificar estórias que sempre existem de músicas e músicos.  
Em 1976 Chico estava no auge como compositor. Período da  malDITA. Alguns anos após o discurso de Márcio Moreira Alves, que gerou o AI-5, uma nuvem de tristeza tomou de conta  das cabeças pensantes, escritores, artistas e compoitores, que eram os principais focos de restência  ao regime militar.  Em 1976 Chico lança o LP "Meus caros amigos", cheio de músicas lindas e a maioria  para peças de teatro e musicais. A canção "Meu caro amigo", de parceira com Francis Hime, foi uma das que pegou de primeira, dado seu estilo de chorinho e a belíssima flauta de Altamiro Carrilho, presente com grande destaque na música. Segundo o autor do livro Wagner Homem, o teratólogo Augusto Boal estava exilado em Portugal e vivia se queixando de os amigos não mandava notícias do Brasil. Naquele tempo as notícias chegavam via telex, não existia Internet, quem queria se comunicar tinha que pagar uma ligação internacional ou se submeter a mandar cartas, que poderiam ser inclusive censuradas.
Na ocasião Chico estava tentando fazer uma letra para uma música romântica,mas não conseguia avançar. Pediu a Francis um chorinho. Utilizando como refrão "a coisa aqui tá preta", atualizou a correspondência e informou não só o amigo Boal, mas todos os brasileiros, sobre a situação do país. Em depoimento para o livro Chico Buarque do Brasil", organizado por Rinaldo de Fernandes, Augusto Boal descreveu a emoção de ouvir a homenagem pela primeira vez:

"Foi assim,  tranquilo e a osto, que me lembrei do dia em que estávamos almoçando bacalhau à Braz -com Paulo Freire, sua esposa e sua equipe, Darcy Ribeiro e outros amigos exilados- na casa onde morávamos Cecília, eu e nossos filhos, em Lisboa, no Campo Pequeno - onde ainda se humilham touros com bandeirolas coloridas espetadasno sangue, sendo retirados da arena depois da faina, vivos, mas envergonhados, por doze vacas corpulentas com guizos no pescoço! -, quando, na sobremesa, minha mãe visitante me disse que tinha trazido do Brasil uma carta do Chico.
Pusemos a carta-cassete na vitrola e, pela primeira vez, ouvimo "Meu caro amigo", com Francis Hime ao piano. Falávamos tristezas, e ouvimos um canto de esperança.
Chico resistia, aqui no Brail, escrevend "Apésar de você" e "Vai passar"; e nos ajudava a resistir, lá fora, cantando sua amizade. Sua lírica era a mais pura poesia épica: seu caro amigo eram todos os nossos amigos, e todos os nossos amigos eram seus".

Para os amigos de Chico, que são os amantes de sua bela poesia, "Meus caros amigos", ao vivo. De grátis, o piano de Francis Hime.

P.S.: Semanalmente postaremos uma história sobre uma grande música de Chico Buarque. É uma maneira de homenagear o poeta Chico. (M.M.)

Paulistanos atacam nordestino negro

Os jovens brancos quebraram o maxilar e uma costela de João Batista

A discriminação mostrada no mundo inteiro pelo you tube que o irracional prefeito de Manaus Amazonino Mendes fez com a mulher paraense, infelizmente acontece quase com normalidade em São Paulo, através de brancos filhos da chamada burguesia paulistana ou por grupos de skinheads, neonazistas imbecis, que vivem a discriminar nordestinos, nortistas, negros, pobres e as minorias como homossexuais e  deficientes.  Este fato que postamos abaixo, saiu no jornal Agora, de São Paulo, e tem muita semelhança com  a violência cometida por Amazonino.

“Maranhense diz que foi vitima de preconceito de grupo”

“O gerente João Batista de Freitas, de 59 anos, diz que foi agredido por um grupo de oito a dez jovens, na madrugada de domingo, na Alameda Santos (paralela à Avenida Paulista, dos bancos – PHA).”

João Batista saía de um bar e foi atacado com chutes.
“Ouvi um deles gritando ‘nordestino do caramba tem que apanhar’.”
“Eles não queriam roubar nada, só queriam me machucar.”
Eles miravam a cabeça e as costelas.
Os agressores, na maioria, brancos, tinham entre 18 e 23 anos.
João Batista foi entrevistado no hospital.
A Avenida Paulista registrou recentemente um ataque de jovens paulistanos, brancos de classe média, contra homossexuais.
Viva o Brasil !
Viva a Chuíça!

(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é:
dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suiça. 

(Do Blog Conversa Afiada, do PHA).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Abaixo as ditaduras!

Quando invadiu o Iraque os Estados Unidos fizeram a coisa errada, no tempo errado e pelo jeito errado. Só podia dar errado. Mataram, morreram, nada encontraram e ficaram com a pecha de assassinos até pelos próprios americanos que não aceitam o Bush ter morto tantos inocentes entre iraquianos e americanos.
Pois é, todo ditador deve viver com a cabeça em turbulência. Pode até viver cheio de dinheiro, de mordomias, muitas mulheres, investimentos em vários países do mundo, mas com a certeza de que tem mais inimigos do que amigos.
Assim viveram Ferdinando Marcos, Reza Pahlevi, Anastázio Somoza, Pinochet,  Alfredo Stroessner, ditadores brasileiros e tantos outros que ainda estão por ai, que embora vivam em países com a população em total miséria, mas eles mesmos e os seus vivem nababescamente, em palacetes com centenas de empregados.
Mas as revoluções populares vão chegando, de leve, e tirando os tiranos do poder. Porque regime de tirania é quando um ditador permanecer anos e anos no poder, construindo seu império financeiro nos paraísos fiscais, e o povo vivendo na miséria.como no Egito de Hosni Mubarak, que recentemente caiu e deixou atrás de si um período de 30 anos de estagnação política e social em seu País. 
Agora os movimentos populares no mundo árabe aumentam a tensão no oriente. E não é briga entre árabes e judeus. É a luta pela soberania dos países, puxada principalmente por jovens estudantes que estão no princípio da fila  levantando a bandeira das mudanças. Eles  começaram  a despertar, acordaram com o vigor e a coragem para ir à luta pela independência política e pela democracia. É sinal de que muita água vai rolar -mesmo com pouca chuva-, pelas bandas de lá.
Como nas décadas de 60, 70, quando foram  principalmente os jovens do mundo inteiro e em especial da América Latina que mesmo sofrendo sanções e todo tipo de perseguição  lutaram, deram o próprio sangue pela liberdade e pelo fim das ditaduras no Brasil, no Chile, na Argentina, Paraguai, etc, agora os jovens árabes mergulham com alma para acabar com as dinastias que dominam os ricos países produtores de petróleo, mas de populações carentes de avanços intelectual,  político e social.
Kadafi e o guarda-chuva. Até quando resistirá?
Muamar Kadafi está no poder há 40 anos. Já foi prato preferido de críticos ocidentais mas hoje, talvez por interesses comercias, o mandatário maior da Líbia é queridinho deles. O  povo  líbio está nas ruas. Kadafi também. Só que protegido por um guarda-chuva, embora sem chuva. O povo está a sol e a céu abertos,  mostrando a cara.  Kadafi, estranho como sempre, diz que não fugiu. Mas como Ferdinando, Stroessner e outros  poderá asilar-se em algum lugar. O povo líbio, como recentemente o povo egípcio, está decidido. E quando o povo quer, ele consegue.  A voz do povo é a voz de Deus!

Paulinho sondado por times paulistas

Paulinho, um craque paraense nas Alagoas
Depois da excelente exibição contra o Flamengo, na quarta-feira passada, a equipe do Murici de Alagoas, que tem como um dos destaques o lateral esquerdo Paulinho, formado nas categorias de base da Tuna Luso Brasileira, passou a ser melhor vista por olheiros do País inteiro. Paulinho, inclusive, já foi sondado por equipes de São Paulo e de Mnas Gerais. Mas soube por fonte das mais fiéis, que o ex craque da Tuna, tem passe  preso nas mãos de empresário estrangeiro, que pretende inclusive levar o jogador para Alemanha ou Itália.
Paulinho além de atuar na lateral esquerda, é um excelente volante, e como outros bons jogadores da mesma safra dele na Tuna, como Japonez (um craque de bola!), precisam mostrar em equipes que sejam mais vistas, o belo futebol que possuem. Vejo que seria uma boa oportunidade ele sair do fuetbol alagoano agora para atuar por qualquer equipe da Série B ou A do futebol brasleiro. Com a saúde, a experiência, apesar dos 23 anos e o talento que tem com a bola no pé, Paulinho com certeza pode brilhar em qualquer equipe nacional.

Quem dá mais? Tiago, 2 milhões; Rafael, 200 mil.

Essa é de fazer qualquer um  ficar embasbacado, batendo cabeça: O Paysandu está na alça da mira para perder seu melhor jogador, Tiago Potiguar, para o Sport Recife, que já mandou olheiros observarem o atleta. Jogador jovem, veloz, técnicamente quase perfeito, Tiago chegou a Belém segundo informações, graças ao olho clínico do presidente Luis Omar. Sua multa rescisória custa 2 milhões de reais. Acho certíssimo, pois o jogador realmente merece.
Rafael Oliveira: craque ao preço de banana na feira.
Agora outra história digna de nosso futebol: o jogador Rafael Oliveira, centroavante dos melhores que ví nos últimos anos nesse estado, poderá se transferir, segundo a Imprensa, para o Atlético Mineiro. Rafael tem sua rescisão contratual de apenas 200 mil reais. Aí é que está o fio da meada: Tiago Potiguar tem uma rescisão milionária, 2 milhões de reais. O Sport, segundo a Imprensa, já ofereceu 600 mil e o Paysandu balançou. Com certeza pode pegar mais, pois, como já falei, o jogador vale. Mas porque o Rafael Oliveira, que é tão bom de bola quanto o Tiago Potiguar, tem a rescisão somente de 200 mil reais? Os dois devem ter a mesma idade, estão naquela faixa de 22, 23 anos, deveriam ter valores rescisórios equivalentes. A resposta só pode ser uma: Rafael é paraense, e as equipes locais, principalmente Remo e Paysandu, não valorizam os atletas paraenses. Rafael é bem mais jogador do que Moisés, que saiu daqui ano passado para o Santos e até o presente não foi relacionado nem para regra três em nenhuma partida. Podem crer: Rafael Oliveira ou Tiago Potiguar têm futebol para qualquer equipe da Série B e até da Série A. Basta que sejam burilados por bons técnicos. Só que embora em termos de futebol os dois sejam craques, Tiago está em matéria de preço muitos furtos acima de Rafael. Coisas do nosso futebol.

Tenha vergonha, seu Amazonino!



Que vergonha para um administrador municipal! Que desrespeito pelo ser humano. Que preconceito por uma amazônida paraense! E o pior: uma amazônida como ele! O prefeito de Manaus mostrou todo o seu preconceito contra os paraenses e principalmente contra os pobres. Amazonino expôs para todo o Brasil o seu despreparo, o quanto é grosseiro e sem nenhuma qualidade profissional  para ser gestor. Principalmente de uma capital. Filho da burguesia, Amazonino já foi governador do Amazonas e na ocasião em que distratou humilhantemente nossa conterrânea paraense usando repetidamente a expressão "Morra, morra, morra", estava em uma localidade onde havia acontecido o desabamento de um barranco causando a morte de três pessoas. Insensível, grosso, racista, Amazonino não respeitou a senhora humilde, a cidadã  paraense, principalmente quando indagou de onde ela era: "Paraense!", respondeu a sofrida mulher. Ao que o desalmado e reacionário inimigo do povo Amazonino Mendes respondeu: "Então tá explicado". 
O Pará em peso, através de seu governante e todos os prefeitos, além do povo paraense devem repudiar com veemência essa atitude infeliz de Amazonino. O Brasil é um só. Qualquer lugar do Brasil é meu, é seu, é nosso. Pois somos brasileiros, donos de nosso torrão e devemos ser bem tratados, respeitados em qualquer parte desse nosso torrão pátrio. Tenha vergonha,  seu Amazonino!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Égua! Assim não dá!

Acho engraçado alguns elemento da chamada Grande Imprensa em insistirem em  algumas balelas tipo profetizar quem vai ganhar e quem vai perder nas rodadas do Paraense. Aliás, profetizar é pouco. Por falta de idéias, de criatividade, ficam fazendo o que chamamos no jargão jornalístico "enchendo linguiça" com uma panacéia de tolices, tipo a idiotia imitativa global de pitacos, que de tão velha, é tão sem sucesso. Na sexta, não houve sequer a afirmativa de algum entendedor de que  a Tuna perderia pelo menos de pouco. O menor placar foi de 2 a 0. Acho que ficaram de queixo caído, até o Ivo (aliás, o Ivo Amaral, que repito, considero o mais coerente deles, ainda insiste em ver o futebol 100% lógico, pois em seus palpites só dá Remo e Paysandu como os vencedores lógicos). Acho tudo isso ridículo!
Declarados torcedores da dupla (do que não tem série e do que se eternizou na "C"), importam-se mais em queimar às outras equipes,  não respeitam nem elevam o moral dos atletas da terra, preferindo adjetivos negativos, sempre desmerecendo nossos jpogadores, principalmente se não estão em Remo ou Paysandu, em contrapartida são incapazes de mostrar com convicção a incompetência de um Giba, a limitação de um Sérgio  Cosme,  de um veterano e bichado Alex Oliveira,  de um gorducho e veterano Sandro (que joga só com o nome), de um Mendes, porque ao que parece existe um compromisso de nunca "queimar" esse ou aquele. Mancheteiam nas páginas esportivas o que lhe dá na telha, tipo "Mendes, o garçon bicolor", ou "para onde foi o espírito?", referindo-se ao fraco desempenho do Remo. Parece até que Mendes é um craque e o Remo um time de gênios da bola.  Atletas de outras equipes, mesmo mostrando ser diferenciados, nunca estão nas páginas esportivas, e quando estão estão é em um pequeno rodapé. Quem fala em Felipe Mamão, Lenadro Cearense? Falam agora no Ró porque foi para o Remo.Vergonha. Lamentavelmente uma vergonha. Esse papel não é de uma imprensa democrática.
O time do Remo é limitado. O Mendes era terceiro reserva no Bahia. Essa é a verdade. O Remo não ganhou da Tuna porque é fraco, não conseguiu furar o bloqueio armado por Flávio Goiano. Ganhou do Paysandu porque o chamado Papão é um time envelhecido e vacilou muito naquele dia. E o Paysandú ganhou da Tuna porque a Lusa não se encontrou em campo. O nível, podem crer, é quase  igual, muito parecido. Quando se perde aqui é por vacilos táticos, lapso de algum jogador, ou porque futebol não tem mesmo 100% de lógica. Vejam o que está acontecendo no Rio, com uma equipe do interior e sem nenhum nome famoso, o Boa Vista, sendo finalista da Taça Guanabara com o milionário Flamengo de Ronaldinho Gaúcho. Dá para entender?
Para melhorar nosso futebol é preciso que melhorem as cabeças. Que todas as equipes sejam respeitadas. Que numa transmissão os erros sejam vistos democraticamente.
Não pode se repetir o que aconteceu ontem, naquele lance de impedimento do Remo. Ainda teve cronista que disse não ter visto impedimento. Égua! Vai ser fanático assim pra lá!

Recordando Peter Cetera





Peter Cetera é uma das mais belas vozes que migraram do rock progressivo para a música romântica. Natural de Chicago (EUA), Cetera  começou suas carreira como baixista na Banda The Exceptions, no início da década de 60. Em final e 1967 ingressou na Banda Chicago, onde além de vocalista foi violonista  e baixista. Sua carreira de compositor começou na própria banda, no final dos anos 60, e daí pra cá Cetera não parou mais de compor. Na Banda Chicago Peter Cetera fez grandes  sucessos, tanto como cantor como também como compositor. Mas por conta de questionamentos e ciumeiras estava sempre entrando em desacordo com seus companheiros de banda, que viam em Cetera  excesso de vaidade, tipo querer aparecer mais,  ser sempre o destaque. Isso talvez pelo próprio porte de Cetera  ou por sua voz inconfundível. Assim, o  artista foi demitido da banda e se lançou em carreira solo com grande sucesso. Rock, blues, baladas românticas fazem parte da lista de sucesso deste americano que já beira os 66 anos mas que ao que parece a voz melhora dia a dia.
São muitos os sucesso de Peter Cetera, dentre os quais "Happy man", "One clear voice", "Forever tonigth", "Hard to say I'm sorry", dentre outras. A belíssima canção "Glory of love", do filme Karatê Kid", de 1986 é uma das inesquecíveis deste genial cantor. Curtam, nesta segunda de sol forte a bonita canção e a inconfundível voz do ex-Chicago Peter Cetera.

Empate não foi ruim. Agora a Tuna só depende dela!

Ismael e Antonio, cruzmaltinos presentes  no Mangueirão.
O empate entre Tuna e Remo, no fraco jogo de ontem  no Mangueirão,  não deve ser encarado como um resultado dos piores para a equipe cruzmaltna. Das seis partidas  disputadas, a Tuna  empatou quatro, perdeu uma e ganhou uma. Somente uma?, alguém há de perguntar em tom até de gozação. Sim, somente uma vitória,  mas também somente uma derrota. E o empate de ontem da Tuna foi com a única equipe invicta neste campeonato, portanto não lhe tira nenhum  mérito.
Se fizermos um apanhado das outras equipes que disputam o Paraense, veremos que todas perderam. E é bom que fique bem claro que todas têm um elenco pelo menos duas vezes mais caro do que a Tuna, que tem um time barato, regional e isso só deve nos envaidecer. Senão, vejamos: Independente, treinado pelo competente treinador Sinomar Naves, tem um elenco caro e bom, por isso está praticamente classificado. O Castanhal, que muitos falam investiu mais de 150 mil mensais na folha de pagamento, está decepcionando a torcida da Cidade Modelo, pois com três derrotas e com apenas cinco pontos  na tabela de classificação está praticamente fora de combate neste Primeiro Turno. O Águia de Marabá, que continua contratando, é outro saco de pancadas, com três derrotas e como o Castanhal,  também com cinco pontos, está praticamente fora do páreo. O São Raimundo, que treinou o ano inteiro, fez pré-temporada no Rio, contratou vários atletas cariocas, inclusive treinador, está aí, na rabeira e sem chances de mais nada. O Cametá , adversário da Lusa, fez um investimento grande e até o presente não colheu grandes resultados. Vai decidir a vaga contra a Tuna, amboas com sete pontos e podem ter certeza, a Águia do Souza  é bem mais time, pois é aguerrido, voluntarioso e muito mais organizado dentro de campo. Se não houver os naturais lapsos dos juízes, a equipe cruzmaltina tem tudo para sair vitoriosa e classificada no domingo.
De uma equipe que todos conhecem as dificuldades que enfrenta, pois são poucos os incentivos, as rendas, a publicidade nos uniformes, além de outros percalços que passa no dia-a -dia, não se pode exigir muito. Às vezes exageramos como torcedores, mas temos mesmo é que incentivar, lutar junto à equipe para que ela chegue lá. O time  está de parabéns pelo empate com o Remo. Flávio Goiano está fazendo a coisa certa e tem liderança junto a seus comandados. O esquema da Tuna ontem, foi o mais correto. Goiano optou por fortalecer a defesa e o meio de campo, embora na minha modesta avaliação o Felipe Mamão deveria ter jogado na sua real posição, que é centroavante, pois recuado ele rende pouco. Mas Dudu e Japonez estiveram bem e foram os homens que seguraram com firmeza  o meio. No ataque, Adriano Miranda não justificou sua entrada, enquanto Barata ainda não estreou. Quanto à  entrada de Fabinho, que durante o tempo que esteve em campo perturbou muito a defesa adversária, ficou claro para seus críticos e até mesmo para o Flávio Goiano, que é esforçado e rompedor, típico centroavante que não vê bola perdida. Quando entrou criou jogadas  de velocidade  e chutou duas bolas a gol que quase mudam a história da partida. Foi bem.
Agora é se preparar, estudar a equipe adversária e ganhar a partida de domingo. E colocar na cabeça que mesmo que tivesse vencido o Remo, a Tuna teria que ganhar domingo, porque quem joga pelo empate,  normalmente joga na defensiva e tem um grande perigo de perder.Então vamos fazer nossa caravana para Cametá e voltar de lá com a classificação. Vencendo o jogo lá. Valeu!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tuna estréia Adriano Miranda contra o Remo

"Vamos entrar para fazer o dever de casa, ou seja, para vencer", foram as palavras do treinador Flávio Goiano ao escriba, ao ser indagado como estava a equipe da Tuna Luso Brasileira para enfrentar o Clube do Remo. Flávio confirmou a estréia de Adriano Miranda no ataque ao lado de Felipe Mamão como a grande novidade,  mas fará mais algumas mudanças na equipe que, segundo ele, serão importantes para  fortalecer o time que terá pela frente uma  equipe que vem bem como o time alviazul.  "A defesa será a mesma., só vamos mudar mesmo a lateral direita, com a volta do Hugo Deleon. No miolo de zaga continuam os dois Brunos, o Prado e o Oliveira e Maraú, que esteve ótimo  no jogo contra o Independente, vai continuar na lateral esquerda", disse o treinador. Flávio gostou do rendimento de Japonez no meio de campo e vai continuar com o atleta na posição, que na verdade, é sua de origem. Entra com ele Alexandre Chaves e permanecem Dudu e Negreti.  Segundo o "coach", a grande novidade será a entrada no ataque de Adriano Miranda, ao lado de Felipe Mamão. "Segundo Goiano, a saída de Barata se deve ainda à falta de ritmo e preparo físico. Mas o atacante poderá entrar e enfrentar sua ex-equipe no decorrer do jogo.
Adriano Miranda quer estrear pela Tuna com gols
A partida contra o Remo é encarada por atletas e Comissão Técnica da Tuna como um jogo normal. Com apenas uma derrota no Campeonato, quando entrou irreconhecivelmente contra o Paysandu,  a Tuna espera mostrar todo seu potencial contra o  Remo e conseguir os 9 pontos fundamentais para a classificação entre os quatro finalistas. "As duas vagas que restam poderão ser praticamente decididas este final de semana. E espero que a Tuna saia com uma vitória domingo para ficar entre os quatro",completou o treinador Flávio.
O acerto entre as diretorias de Tuna e Remo foi importante para as duas equipes. Bem colocados  no Campeonato Paraense, tanto Remo como Tuna poderão encher o Mangueirão, não somente na partida de domingo, mas também  nas próximas que poderão acontecer e que terão a renda dividida.


Por uma regulamentação democrática da Internet, justa e que respeite os Direitos Humanos

 Por Marcos Urupá*
       
  Iniciado em outubro de 2009, o governo brasileiro através do Ministério da Justiça, lançou uma consulta pública para discutir a regulamentação da internet no país. Segundo a assessoria da Secretaria de Assuntos Legislativos, setor responsável por coordenar a consulta, o objetivo era  regulamentar os direitos dos que usam a internet.
            Ao término das suas primeira e segunda fase, foram cerca de 2000 contribuições, entre comentários, e-mails e referências propositivas em sites. Isto criou um ante-projeto de Lei, que aguarda na Casa Civil para ser enviado ao Congresso para aprovação.
            Desde o início sabia-se dos gargalos que o debate iria enfrentar: guarda de logs,  responsabilização de provedores e, talvez o mais polêmico de todos, a retirada e monitoramento de conteúdos de sites, blogs, etc.
            É preciso ter clareza de que este último ponto versa sobre o que as democracias modernas sempre defenderam: a liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos. Qualquer legislação que de alguma forma venha restringir estes direitos, que são pilares centrais de um Estado que se diz democrático, deve ser veementemente repelida e combatida de forma sistemática, com ampla mobilização da sociedade civil.
            Posturas como a do site Amazon.com que em 2009 deletou de forma remota algumas das edições digitais de livros – e-books -  dos aparelhos Kindle de leitores que haviam comprado os título, não condiz com a atual estrutura em que se encontra a sociedade mundial.
            Ora, o problema todo, é que  as edições eletrônicas dos livros já tinham sido adquiridas pelos consumidores. Isso já eliminaria qualquer incidência da empresa sobre os produtos. A empresa utilizou um acesso remoto, através de rede sem fio.
            A postura do site, que é uma das maiores lojas de vendas on line do mundo, deixou os consumidores furiosos e gerou ondas de irritação online. Em sua defesa, a empresa alegou que os livros foram adicionados à loja Kindle por uma empresa que não detinha os direitos autorais.
            No final do ano de 2010, tivemos o emblemático caso do site Wikileaks, que sofreu dura repressão do governo americano por ter divulgado documentos que embaixadas americanas espalhadas no mundo enviaram para a Casa Branca. Os documentos datam do período de 1966 a fevereiro de 2010. Em seu bojo, poucas informações relevantes.
            O site foi imediatamente tirado do ar e seu fundador, Julian Assange, vítima de uma armação que o incriminava por crimes de abusos sexuais. No fundo, a acusação era pretexto do governo americano para prender o jornalista australiano.
            Este ato demonstrou que o Estado que se auto declara como modelo de democracia mundial não tem habilidade para lidar com a liberdade de expressão e com a livre circulação de conteúdos na internet.
            Mas os Estados Unidos não é o único país que de forma intransigente e autoritária proíbe a livre circulação da  informação na rede mundial de computadores e apela para a censura quando se sente ameaçado pela internet.
            Vimos o mesmo acontecer recentemente no Egito, durante as manifestações da população que pedia a saída do presidente Hosni Mubarak, que há 30 anos dirige o país.
            Os protestos, raros no país, tiveram suas origens de mobilização pela internet, por meio de uma página no Facebook. Os organizadores, que prometiam manter a mobilização até a queda do governo, diziam protestar contra a tortura, a pobreza, a corrupção e o desemprego. Os organizadores vinham usando também o Twitter para mobilizar as manifestações, mas o serviço de acesso à rede foi bloqueado pelas autoridades. Mesmo assim, o primeiro-ministro, Ahmed Nazif, afirmou que o governo está comprometido com a liberdade de expressão.
            Exemplos de posturas como as descritas acima devem sim servir para um propósito: o de que a regulamentação da internet no Brasil deve respeitar acima de tudo o princípio da liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos, possibilidade peculiar da rede mundial de computadores. O contrário disso, representa seguir o rumo da contramão da história.
            Na primeira Conferência de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, que contou com delegados da sociedade civil, do poder público e do setor empresarial, ficou clara a posição destes setores em relação ao tema. A resolução, aprovada de forma consensual, foi o posicionamento oficial da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação em relação ao Marco Civil da Internet:
            Aprovação de lei que defina os direitos civis nas redes digitais que inclua, mas não se limite, a garantir a todos os cidadãos:
1 – O direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, orientação sexual, sem discriminação física ou cultural;
2 – O direito à acessibilidade plena, independente das dificuldades físicas ou cognitivas que possam ter;
3 – O direito de abrir suas redes e compartilhar o sinal de internet, com ou sem fio;
4- O direito à comunicação não-vigiada.
            Qualquer marco regulatório que venha de encontro ao que foi aprovado na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, deve ser encarado como uma afronta a liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos.
            Reforçar este ponto chave no debate da regulação da internet do Brasil deve ser uma tarefa de todas e todos os brasileiros.
            Não queremos empresas entrando em nossos sistemas e apagando arquivos, e muito menos ser preso por fazer divulgação de informação. Afinal, a sociedade merecer e deve ser informada.

*Marcos Urupá é jornalista, advogado e associado ao Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Luiz Melodia e Kássia Eler. Que tal?





Nada como ouvir Luiz Melodia. Sambista ou bluezeiro? Melodia é tudo. De repente sai um samba canção, um maxixe, um rock. O filho ilustre do Estácio,  bairro carioca que  o artista faz questão de fazer declarações de amor e  de cantar em prosa e verso com sua voz única, começou como todo o grande artista brasileiro moderno, nos festivais, onde  escancarava a novidade de sua  bela voz e de sua poesia. Neste belo vídeo Melodia canta encantadamente um de seu maiores sucessos, o primeiro deles, que virou tema de novela global e muitas, muitas mesmo, conversas de botequins. "Juventude transviada", que ele e a inesquecível Kássia Eler interpretam  num genial dueto para delícia dos navegantes e seguidores deste Blog. Curtam a bela melodia de Luiz!

Muito bom o Murici de Paulinho

Em meados de Dezembro, conversei com os jogadores Paulinho e  Jonhy. Ambos foram atletas da Tuna  e Paulinho, que conheço já há muitos anos, ganhou vários títulos nas categorias de base da Águia,  ao lado de jogadores como Preto Barcarena, Paulo de Tarcio e outros em atividades em nosso futebol. Paulinho me falou, na oportunidade, da felicidade de haver sido campeão alagoano pelo Murici, clube que confesso, não conhecia. Me afirmou que era titular e já havia até jogado contra Jonhy, que jogava pelo Treze de Campina Grande. "No momento não", disse Paulinho, quando perguntei-lhe se pensava em voltar para nosso futebol.
Ontem, tive o prazer de ver novamente Paulinho jogando pelo Murici de Alagoas. Sinceramente, mais experiente, clássico, seguro,  Paulinho foi um dos grandes jogadores do Murici em campo  frente o Flamengo carioca. Jogadores como Gustavo, Everlan,  Alex Murici e  Paulinho o Murici conseguiu botar o Flamengo no quadrado durante boa parte do jogo e só não conseguiu fazer gols por causa da falta de tranquilidade nas finalizações. O time do Murici é acertado, toca bem a bola e se posiciona muito bem em campo, ocupando bem os espaços e com isso impossibilitando o adversário criar jogadas. Ontem, até os 15 minutos do segundo tempo o Flamengo com Ronaldinho e companhia sofria muito com a pressão do Murici. E o time carioca só conseguiu abrir a porteira com um gol de Ronaldinho, porque o treinador do Murici, Gilmar Batista, se empolgou e  tirou um atacante, Gustavo, e colocou um defensor, pensando assim em recuar a equipe, fortalecer a defesa  e conseguir o empate. Errou, pois o experiente Luxemburgo vendo a equipe alagoana recuar, colocou mais um atacante, o jovem  Negueba,  veloz e arisco, e como já havia  tirado os fracos Maldonado e Welinton, colocando Egídio e Fierro, reforçou  com as três substituições o ataque e a defesa. Ronaldinho inverteu a posição,  saiu da meia e foi para a frente e de centro avante fez logo um gol, aos 21 minutos.
Daí o Flamengo passou a dominar o jogo e mesmo que o treinador do Murici tenha tentado voltar atrás, tirando o lateral Alex Murici e colocando o atacante Josy, não deu mais tempo fazer nada. A equipe já estava dominada. O goleiro Dias ainda engoliu um frangaço na falta cobrada por Renato Abreu e no final Negueba que entrou bem no jogo, fez o terceiro e último.
Mas ficou comprovado que treinador pode decidir para o bem ou para o mal da equipe. O técnico Gilmar Batista foi infeliz recuando a equipe na esperança de empatar ou ganhar o jogo no contra ataque. Prejudicou a boa atuação do Murici, que na pior das hipóteses, poderia ter empatado para poder jogar a partida de volta no Rio.
O Murici tem bons valores, é a equipe campeã de Alagoas,  e jogadores como Everlan, Paulinho e outros destaques da equipe, são jovens e com certeza não ganham mais que seis mil reais. Muito superior em talento a muitos dos que temos aqui. Bem perto e bem mais baratos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Banheiros nos bancos? Mas quando!

Balela ou para inglês ver a decisão obrigando os bancos a partir do segundo semestre a disporem de banheiros masculinos e femininos e para portadores de necessidades especiais em suas dependências? Mesmo que a idéia seja por demais importante e válida, a  Lei nº 8,800, do vereador Fernando Dourado, já sancionada pelo Prefeito, será mais uma obrigando determinados serviços  aos bancos que eles,  infelizmente, tendem a não cumprir.
Os bancos possuem uma força enorme para descumprirem as leis. Quem não se lembra a lei que obriga as portas de segurança de vidro com detectores de metais para todas as agências que esperou anos e  e anos para que fosse cumprida? Foram necessários assaltos, mortes, baleamentos e todo tipo de demonstração de insegurança e da extrema  necessidade das portas para que se tomasse uma decisão mais séria com os bancos, inclusive com punição e prazo para o cumprimento. Se não fosse isso, a coisa ainda estaria na base do "empurra com a barriga".
As filas continuam, mas  e os banheiros  vão funcionar?
Outra Lei que também a maioria dos bancos não está nem aí e que  apesar das denúncias não se conhece nenhuma punição, é a que obriga que o cliente tenha no máximo 15 (ou são 20 ?) minutos de tolerância na fila de qualquer agência. Em princípios e finais de mês é normal se passar até 1 hora e meia numa fila e não existe nenhuma providência, nem por parte das gerências quando recebem a reclamação, nem pelas autoridades competentes. Daí,  como diz o povo: lei por lei só, não vale muito, não.
Como é natural se passar mais de uma hora na fila de um  banco, e num espaço de tempo desses  é normal se ter vontade de fazer alguma necessidade fisiológica, é por demais importante que os banheiros propostos pela Lei do  vereador Dourado entrem em funcionamento. Se for só para "inglês ver" vai ser mais uma Lei para irritar ainda mais os que cansam de esperar  nas longas filas dos bancos.

Homenagem ao craque Ronaldo Fenômeno

Excelente a idéia de homenagear Ronaldo com uma despedida pela Seleção Brasileira. Quem fez o que o Fenômeno fez pelo futebol, brasileiro e mundial, merece uma despedida em grande estilo. Sou daqueles que acham que Ronaldo Fenômeno foi o segundo melhor jogador em ação no mundo. O cara fe\ de tudo com a bola e tinha, depois de Pelé, o raciocínio mais rápido para a criação e execução de jogadas. Tudo isso, junto com a velocidade e a explosão do craque fazem dele o maior centroavante da história do futebol. Realmente um Fenômeno!.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A ação da Operação Guilhotina

Às vezes me pego pensando o porquê de tanta admiração pelo envolvimento de policiais do Rio de Janeiro com corrupção. Parece até que é novidade neste País -e na maioria de países do mundo também-, polícia e políticos envolverem-se em falcatruas. A sociologia ainda não conseguiu explicar com exatidão  por que isso acontece, embora algumas teses mostrem que é pela facilidade do lidar com armas, dinheiro ou melhor dizendo, com o poder. Ambos os profisssionais -policiais e políticos- têm um enorme poder, embora os policiais não tenham tanto dinheiro como a maioria dos políticos.  Mas o poder de ambos é incontestável.
Os 45 policiais entre civis e militares acusados pela Operação Guilhotina, no Rio de Janeiro, dentre os quais pelo menos 38 já estão presos, abusaram da boa vida, ou como falam na gíria, deram mole, bobeira, por isso foram descobertos. Chegavam a movimentar uma média de 50 mil reais por dia em suas contas bancárias, movimento de grande empresa. A jogada desses maus policiais, nada exemplares como homens da lei, chegou ao cúmulo de eles venderem informações de operações policiais aos traficantes, coisa quase que cinematográfica, por soma que chegava a 100 mil reais.
Os acusados pela Operação Guilhotina faziam suas "operações" em vários setores, do fornecimento de armas tomadas de bandidos para traficantes, a milícias; de "seguranças" de moradores que eram extorquidos, a proteção a casas de jogos. As armas apreendidas pelos membros da Operação Guilhotina em poder destes elementos que envergonham a polícia civil e militar vão de fuzis a carabinas; de revólveres a pistolas, sem contar os equipamentos de comunicação -Rádios- e pelo menos 5.000 balas. Um verdadeiro arsenal bélico.
O "peixe grande" Oliveira nao quis ser herói.
De todos os presos, o mais graduado, o chamado "peixe grande", é o delegado Carlos Oliveira, de 45 anos. que foi sub-chefe operacional da Polícia Civil do Rio de Janeiro e que havia assumido recentemente a sub-secretaria de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública. Este já ganhou como "prêmio" a exoneração.
A grande farra dos policiais do Rio de Janeiro chegou ao absurdo de alguns dos envolvidos com o salário de 2 mil reais mensais possuírem até dois imóveis, em bairros de classe, ou ter em casa até cinco aparelhos de TV de LCD. O "peixe grande" Carlos Oliveira possui vários imóveis, um deles no valor de mais de um milhão de reais e "simplesmente" um automóvel Audi- A4.
O péssimo exemplo que os policiais do Rio de Janeiro estão dando para seus colegas de todo o País, envergonhando a caegoria, principalmente os mais jovens que estão chegando agora, não é motivo para que se faça julgamento apressado ou generalizado de que qualquer homem da lei. é susceptível à corrupção.  Como em toda profissão  na Polícia existem os bons e os maus profissionais. E todo ser inteligente sabe que o crime - e a corrupção é crime!- tem seu preço. E o preço não é lá muito baixo. Que o digam os 45 envolvidos pela Operação Guilhotina.

Faltou experiência à Tuna

O que Fabiano quer é uma boa renda.
Faltou experiência ou no mínimo "jogo de cintura" da diretoria da Tuna Luso Brasileira quando fez a proposta à diretoria do Remo de "vender o mando de campo" do jogo de domingo por determinada quantia. Nessas horas não adianta ir com muita sede ao pote. Acho que o presidente Fabiano e sua diretoria  deveriam procurar saber com alguém que tivesse um pouco mais de experiência neste setor, como funciona a "Tuna equipe de futebol" nos dias de jogos e principalmente nos clássicos. Não quero aqui, de maneira nenhuma, criticar a gestão do Fabiano,  msmo porque sei que o que ele mais deseja é que a Tuna tenha uma grana melhor, mas nesse assunto futebol é preciso ter cancha, conhecimento "in loco",  jogo de cintura. Nem com  gulodice, tampouco pode dar mole,  pois  "se der sopa"  Remo e Paysandu engolem a Tuna e qualquer outra equipe. Seus dirigentes e funcionários são veteranos no assunto e conhecem o metier do futebol e sendo assim sabem trabalham para se dar bem.
Na nossa gestão tínhamos uma equipe que era boa e que com o tempo ganhou ainda mais experiência nessa área. Sob a coordenação de um ou mais gerentes experientes, felizmente nunca tivemos muitos problemas. Todos sabem que o número de "penetras" nos jogos do Souza é uma brincadeira. É carteirada para todos os lados e até quem é sócio do Clube  e às vezes até em atraso com suas mensalidades acha que tem direito de entrar nos jogos sem pagar. Ex-diretor, ex-conselheiro, amigo do amigo, colega do dirigente, é uma brincadeira, um desrespeito. Tivemos muitos problemas e alguns colegas deixaram até de falar comigo, porque queriam entrar "de graça" nos jogos. "Eu não sou dono da Tuna, camarada", respondia aos mais insistentes. Durante muito tempo, os nossos diretores pagavam suas entradas e só muito tempo depois foi que fizemos uma reunião e decidimos que eles não deveriam pagar. Mas até eu e o vice João Rito pagávamos ingressos. Nossa palavra chave era "se gosta da Tuna, tem que ajudar, não explorar". Isso gerava um controle maior e fazia com que todos, independente de quem fosse, fizesse até questão de pagar ingresso.
Nos clássicos, quando aconteciam nos estádios de Paysandu e Remo, o melhor negócio era acertar uma taxa ou arriscar duplicando a fiscalização. Os "funcionários" das duas equipes não são nada tolos e sempre a renda dava menos do que o esperado, embora os estádios estivessem sempre cheios. Para variar, todos os clássicos no Baenão e na Curuzu tinha discussão com os dirigentes dos clubes e com a FPF.
Quando os jogos eram no Mangueirão, a nossa equipe se dirigia para o estádio às 11horas ou no máximo meio dia. Com dois supervisores com comunicação direta via celular, colocávamos um ou dois funcionários em cada catraca. E não tinha essa de carteirada ou amigo desse ou daquele tentar furar. A discussão era feia, porque do lado de Remo e Paysandu tem muitos caras metidos a "capa preta". Conseguimos boas rendas nos jogos com os dois.
Na minha  modesta avaliação, num jogo como o de domingo, em que já houve o lapso do presidente Fabiano em  fazer a proposta ao Remo, recusada, e que gerou a revanche da diretoria azulina em possivelmente "boicotar" a renda do jogo, acho que vale a pena uma nova reunião e fazer o acerto de dividir a renda. Não adianta sonhar alto, o Remo está bem, mas está classificado. Só mesmo eles chamando a torcida poderá ir em boa proporção. Daí, com  a responsabilidade da organização sendo dos dois, a Tuna põe uma equipe boa para fiscalizar as catracas, o Remo convoca sua torcida, a Tuna convoca a sua e a renda poderá ser boa. Essa é a melhor solução. Mas se a diretoria da Tuna fincar pé e quiser esperar o resultado,  penso que poderá ser uma loteria. E loteria...
Aviso aos navegantes e seguidores: Eu sou um dos que mais torcem por uma renda boa, pois sei que uma boa grana é importante para o Clube no momento. Com certeza, e fé em Deus estarei lá domingo. E pagando meu ingresso!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ângela Rorô canta um blues. E para que mais?

Não há  muito que falar de Angela Rorô. Aliás, não muito porque falar. A cantora e compositora consegue ser autêntica e o grande referencial brasileiro na interpretação de blues, quando muitos tentam e poucos conseguem. Sua voz rouca e eloquente e suas frases entremeadas num autêntico breque moderno, fazem de Rorô aquela cantora que se tem vontade de ouvir logo cedo ou no final da noite. Na hora do drinque ou do amor sofrido, proibido e muitas vezes não correspondido. Rorô  tocando ou simplesmente cantando  acelera as emoções, os prazeres, a alma e a poesia desnudada em todos os sabores: do mel ao fel, do riso ao choro, da derrota ao prazer. Viva Ângela Rorô!

Sub-20 leva título com show dos garotos

Os garotos bons de bola encantaram o Brasil e o mundo.
Impressionante essa Seleção Sub-20 do Brasil. Os garotos parece que jogam por computador, tanto é o talento de cada um. Há tempo, muito tempo que não via um elenco tão qualificado, com jogadores tão competentes e voluntariosos como essa seleção  vncedora do Sulamericano Sub-20 no Peru, e que tem no jovem santista Neymar sua grande estrela, mas que devido o talento de nomes como Lucas e Casemiro, dentre outros, não conseguiu ofuscar seus companheiros. Neymar em todo o período que esteve com seus companheiros da seleção, demonstrou humildade e companheirismo, mostrando inclusive que amadureceu do deslumbramento do anos passado. Mesmo assim, Neymar foi o artilheiro da competição  e na última partida na madrugada de domingo, contra o Uruguai, fez dois gols na goleada de 6 a 0. O diferenciado Lucas, outra grande realidade do futebol brasileiro e que pertence, como Casemiro, ao São Paulo, fez três gols na grande final.
Essa geração de craques que tanto brilhou nesse Sulamericano Sub-20  chamou a atenção de treinadores e dirigentes dequipes mundiais, principalmente européias, embora Mano Menezes, treinador da Seleção Brasileira, já tenha demonstrado que vai querer contar com alguns deles nas Olímpiadas e até na Seleção principal.
É importante que suas equipes segurem esses garotos pelo menos por um período, para que possamos ver craques brasileiros jovens em ação em equipes nacionais, o que infelizmente não tem acontecido, pois só os vemos na Seleção ou então quando já estão veteranos e retornam ao Brasil.


Ronaldo parou. Adeus, Fenômeno!

                                            Ronaldo se emocionou na coletiva do adeus.

Ronaldo parou. O Fenômeno, maior jogador de futebol do mundo, depois de Pelé, resolveu entregar o pontos, aproveitando a deixa que a torcida do Corintians  vem fazendo depois da eliminação, pressionando todo o elenco do Timão mas tendo como principais bodes expiatórios Roberto Carlos e o próprio Ronaldo Fenômeno. O anúncio oficial aconteceu meio dia em entrevista coletiva que deu à televisão.
Ronaldo começou no futsal, e apareceu para o futebol no São Cristóvão do Rio de Janeiro. Depois foi para o Cruzeiro, onde brilhou e logo foi convocado para a Copa do Mundo de 1994. Só jogou na última partida, onde fez dupla com Viola. Em 98  o Brasil se deu mal por causa principalmente de um problema que o atacante teve no dia do jogo principal com a Seleção da França. Em 2002, embora viesse de uma contusão que quase acaba com sua carreira, Ronaldo voltou e foi campeão do mundo, sendo também o artilheiro com sete gols.
Ronaldo foi escolhido três vezes o melhor jogador do planeta pela Fifa, em 1996, 97 e 2002.  Duas vezes melhor jogador do mundo pela "France Football", em 1997 e 2002. Ronaldo foi o artlheiro  e Melhor jogador da Copa do Mundo de 2002. Ronaldo também foi o artlheiro de todas as Copas do Mundo, com 15 gols.
O Fenômeno passou por vários problemas de contusão, mas sempre dava a volta por cima. Atuou em oito equipes, tendo ganho vários títulos nacionais, internacionais pela seleção e europeus. O atleta sempre falou ser flamenguista e ter vontade de jogar pelo Mais Querido do Brasil. Em 2009, após  passar um período de recuperação no Flamengo, Ronaldo transferiu-se para o Corintians, numa transferência que deu o que falar, principalmente pelas "viúvas" que ao que parece queriam que o atleta se oferecesse para jogar no Flamengo e de graça.
Hoje, Ronaldo se despediu emocionado, quando agradeceu a todos os times que defendeu, aos treinadores, aos atletas que atuaram com ele e principalmente seus patrocinadores e ao Corintians que, segundo suas palavras, pode escolher a função que quiser que ele desempenhe doravante. Ronaldo pára no momento certo. O corpo, principalmente pelo problema do hipotireoidismo, não permite mais que ele faça o que mais gosta e o que lhe proporcionou fortuna e fama no mundo inteiro: jogar futebol. Para os amantes do futebol Ronaldo deixará um grande vazio. Com seus dribles, suas arrancadas, sua categoria e a seriedade na hora de finalizar as jogadas, Ronaldo dificilmente terá um substituto à altura. Mesmo porque, o atleta foi, como Pelé, único. Nunca foi reserva, porque, ao contrário de outros jogadores de "fases", Ronaldo era diferenciado. Um verdadeiro Fenômeno. Valeu, Ronaldo!

Tuna vence e está no G-4.

O final de semana foi bom para os cruzmaltinos. Com a vitória merecida -principalmente no segundo tempo-, frente à boa representação do Independente,  a Tuna ficou com seis pontos na tabela de classificação e está no G 4. Agora é segurar uma vitória frente ao Clube do Remo -que venceu muito em ao Paysandu ontem- no jogo do próximo domingo e correr para o abraço, disputando o título do Primeiro Turno.
O gol da Tuna foi marcado por Felipe Mamão, que foi o melhor homem em campo, juntamente com Japonez e Maraú. Felipe fez de tudo, driblou, forçou a defesa adversária, recebeu muita pancada mas conseguiu que o juiz marcasse legalmente a penalidade máxima que resultou no gol.
A partida em si não foi das melhores. A Tuna não conseguiu se encontrar na primeira etapa, e o Independente gostava do resultado de 0 a 0, já que ficaria tranquilo na tabela. A armação do ataque que Flávio Goiano fez com três homens não surtiu muito o efeito desejado, mesmo porque, embora André Barata e Felipe Mamão tentassem tabelar e furar o bloqueio armado por Sinomar Naves, Welton não repetia as últimas atuações e pelo lado direito Alan não conseguia evoluir com jogadas pelo proporcionassem lances de cabeça por parte principalmente de Mamão. Já pela ala esquerda,Carlinhos Maraú fazia seu papel mostrando o quanto é brilhante como marcador e apoiador. No meio de campo, Japonez dava as cartas, embora Negreti  e Dudu não conseguissem reeditar as antigas atuações.
Mamão é o artilheiro da Tuna com quatro gols
Os outros resultados do final de semana beneficiaram a Tuna. A Águia está com a mesma pontuação do Independente, perde no saldo de gols. Já na parte de baixo da tabela Castanhal e Águia está em 5º e 6º lugares e´o  Cametá vem logo atrás em 7º lugar, com quatro pontos. O lanterninha é o São Raimundo, que ainda não conseguiu vencer neste Campeonato. Matemáticamente, Independente, Tuna, Castanhal e Águia disputam terceiro e quarto lugares. São Raimundo está praticamente fora, só uma zebra para chegar lá. 
Essa semana será de muito trabalho para a Lusa, pois o embate com o Remo será o jogo da vida para os cruzmaltinos, que não pode perder. A ordem é vencer e vencer!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Egito, sem Mubarak, pode viver nova era

A queda de Hosni Mubarak na sexta-feira, foi talvez a maior vitória política do povo Egipcio, carente de uma liderança política desde  a morte de Nasser, em 1970. Sucessor de Anuar Sadat, assassinado em 1981, Mubarak resistiu até enquanto pode, embora as pressões de rua, que duraram quase um mês, e tenham levado um milhão de pessoas à Praça Tahrir, principal ponto de encontro dos manifestantes, aumentassem dia a dia, numa corrente de ansiedade por  mudanças que envolviam lideranças intelectuais e políticas, com o fundamental apoio do povo, principalmente da juventude, todos cansados do conservadorismo milenar e da ditadura que já passa dos 40 anos.
Mubarak, 82 anos, entregou o comando do País ao exército, mas é importante que para o bem do futuro do Egito,  fique bem fechado que quem comandará os destinos da nação tenha apoio popular e seja eleito democraticamente, como almeja a população.
Para isso, o Egito talvez tenha que fazer uma nova constituição, ou pelo menos alterar alguns pontos da atual, certamente conservadora e não suficientemente democrática como deseja o povo. O Egito, como a maioria das nações árabes, vive ainda baseado nas leis do Alcorão, mas é por demais importante que mesmo que sejam respeitados os valores religiosos da doutrina de Maomé, da queda de Mubarak, o povo egípcio vislumbre o surgimento de uma nova nação, sem o domínio de possíveis "faraós" que poderão surgir  por puro oportunismo, e que só sonham em viver nababescamente, enquanto o povo sofre a repressão e a falta de políticas públicas e sociais. Como nação milenar e importante históricamente para toda a Humanidade, o Egito, que já fez parte dos países não alinhados, doravante tem que trabalhar sua independência política e social com democracia popular e sem a interferência de potências estrangeiras como Inglaterra, França e principalmente Estados Unidos,  O povo egípcio lutou e fez por onde merecer essa importante vitória da democracia.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deputados aumentam seus próprios salários. Edmilson Rodrigues faz a diferença!

Edmilson já estréia fazendo a diferença.
Legislar em causa própria sempre foi  a prática de boa parte dos políticos, mas sinceramente não se esperava que nossos representantes na Assembléia Legislativa fossem tão "rápido no gatilho" para garantir o abusivo aumento de quase 70 por cento em seus vencimentos. Principalmente quando a ordem nacional é apertar o cinto, com o governo federal e o estadual fazendo o possível para economizar. Passar o já gordo salário de 12 mil reais mensais para 20 é realmente desrespeito. Todos os presentes, com excessão única do deputado Edmilson Rodrigues, do Psol,  votaram a favor do gigantesco aumento, e alguns ainda fizeram comentários tipo "muita gente tem a impressão que esse dinheiro todo vai para a conta dos deputados, mas não é assim. Além de todos os descontos, há outras despesas como telefone, etc.". Que vergonha. O deputado ainda pensa que todo mundo é idiota. Será que são só os deputados que pagam telefone? E os outros pagamentos que todos os trabalhadores têm que fazer além do telefone, como água, luz, escola, aluguel?
Acho que os políticos têm que ser  bem remunerados. Um salário de 12 mil reais mensais já é alto, principalmente para boa parte deles, que são eleitos mas não têm nenhum compromisso com o povo que os elegeu. E mais:  não é correto, além do salário altíssimo, um aumento abusivo e totalmente desproporcional com o que a maioria dos trabalhadores vão ter. Nota zero para os parlamentares paraenses que votaram a favor de seus salários e um 10 bem grande para o companheiro Edmilson Rodrigues, que não trai jamais seus sonhos de um verdadeiro socialista.

Drão. Um Gil maravilhosamente romântico

 Gilberto Gil não é somente uma das vozes mais bonitas da MPB. Grande compositor e cantor de fantásticos recursos, Gil é um poeta naturalmente. Suas letras são verdadeiras pérolas, sejam românticas, políticas, críticas sobre qualquer tema como ecologia, política e o amor propriamente dito, o baiano consegue arrebentar. Como "Aquele abraço", que Gil fez quando teve que partir para o exílio, em 1969. Uma das crônicas mais atualizadas com o momento político que se vivia, Gil, com humor, com sarcasmo e com uma saudade no peito que falava mais alto, soltou "Aquele abraço" para todo o povo brasileiro. Na música, um dos versos mais ricos que se conhece da moderna MPB: "Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço. A Bahia já me deu, régua e compasso". Aí, Gilberto Passos Gil Moreira colocava toda a sua independência política e cultural,  junto com seu desejo de ficar, embora tivesse que ir, e sua imensa, mas imensa mesmo, saudade de todo o Brasil tropical  amado, idolatrado e salve, salve que teria que deixar para trás.
O cantar de Gil é belo, sempre belo,  e seus sucessos tantos que não dá para enumerar. A forma que encontramos para homenagear o grande poeta baiano foi por a letra e o vídeo de uma das mais interessantes interpretações para uma das mais lindas de suas canções. Drão. Lindamente romântica, essa canção é daquelas que fica-se a imaginar o alcance da sensibilidade de um poeta. Principalmente quando o poeta é Gilberto Gil.

Drão 
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil
Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura...
Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
drão!
drão!

Tuna tem que vencer. O escore é o menos importante!

Flávio pode lançar Mamão e Barata juntos no ataque contra o Independente.
Até que compreendo as reclamações do treinador Flávio Goiano sobre os limites financeiros do time da Tuna. Para quem está de fora é fácil, muito fácil. Mas para quem está com a mão na massa, sabe que não pode, de maneira alguma, extrapolar os gastos, e isso é muito complicado. Para que o amigo navegante ou seguidor tenha idéia, acho que são contados nos dedos de uma só mão os jogadores que ganham três mil ou um pouco mais na Tuna. A faixa salarial é bem baixa. Se não for assim a diretoria não consegue manter o elenco. É muito difícil, complicado mesmo. Patrocínio é muito pouco e os que ajudam são menos ainda. Tem muita gente com excesso de papo e de quase nenhuma ação. Assim, como jogador de um pouco mais de  talento, diferenciado, não quer ganhar pouco, a situação fica ruim e os mais apressadinhos tratam logo de encontrar  um culpado. Vejam o caso do Fininho. Soube, por fonte fiel, que o atleta não está muito feliz no Remo e teria desejo até de voltar para a Tuna. Mas o salário do jogador amapaense, ao que parece, é de 12 mil reais. Quando que a Tuna poderá pagar um salários desses?
Acho que contra o Independente, amanhã, às 9,30 h no Souza, o Flávio tem que fazer o possível para entrar com um time bom, com o que tem de melhor na defesa e principalmente no ataque, se possível com Felipe Mamão ao lado de Fabinho ou mesmo Barata, criar um sistema tático que o time jogue para a frente, reforçando bem os meicampistas lançadores,  e com  isso proporcionando que tanto Felipe Mamão como seu colega de ataque possam fazer os gols que a Tuna tanto necessita.
Não adianta a torcida cruzmaltina ter expectativas de que o Independente será um adversário fraco. Com problemas também de pontuação na tabela de classificação, o Galo também quer e necessita vencer. A Tuna tem que entrar decidida a vencer.Não pode dar moleza ao adversário, mas, repito, não será tarefa das mais fáceis. O importante é que consiga os três pontinhos e entre no chamado G 4.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PT, 31 anos de lutas e vitórias!




 Marcos Moraes

Hoje o Partido dos Trabalhadores completa 31 anos. O  PT foi construído no seio dos trabalhadores do ABC paulista.  Sob o comando do metalúrgico Luis Inácio da Silva, um pernambucano que trabalhava como torneiro mecânico na Indústria Vilares, que atendia pelo nome de Lula, o Partido foi o pioneiro em organizar greves nas fábricas, enfrentando as grandes indústrias fabricantes de automóveis da região do ABC paulista.
Apoiado por uma grande massa de trabalhadores metalúrgicos, o PT foi crescendo no estado paulista e ganhando dimensão por todo o País. Em poucos anos em todos o estados brasileiros,  inicialmente nas capitais e  em seguida nos prinicpais municípios, o PT criava diretórios. Em todas as categorias de trabalhadores, do gari ao jornalista, do operário da construção civil ao professor universitário o PT foi avançando e conquistando adeptos. No início dos anos 80, o PT era motivo de conversas nas faculdades, nas escolas, nas igrejas, nos movimentos populares, nos bares da vida, enfim, onde houvesse um sentimento de mudança havia interesse em se filiar  no PT. O partido transformou-se em referência para quem sonhava com  um  novo Brasil.
Principal partido na luta contra a ditadura militar, o PT cresceu sempre tendo Lula como sua grande figura. Para seus militantes, que desde a fundação do partido apoiavam as eleições diretas, os sonhos começaram a se transformar em realidade quando o PT conseguiu eleger a principio vereadores em todos os rincões do Brasil. Depois, prefeitos em municípios e em capitais, como Fortaleza, São Paulo, etc. A certeza de que um dia faria o presidente da República começou a se tornar mais forte quando o PT elegeu governadores.
Em 1989 Lula saiu candidato pela primeira vez. Sentiu-se a manifestação popular cada vez mais forte e mesmo com a resistência que a extrema direita fazia sobre o nome de Lula, com aleivosias e terrorismo contra o metalúrgico e o próprio PT, a força socialista crescia. Lula resolveu, apoiado por todo o partido, sair novamente candidato em 1993 e 1997. Perdeu novamente, embora já tivesse ao seu lado a figura também carismática do ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola do PDT, e apoio de partidos de esquerda como PC do B e PSB. 
Somente em 2001 foi que o Partido dos Trabalhadores conseguiu fazer o presidente da República. Em sua quarta disputa, desta feita com o tucano José Serra, Lula foi o grande vitorioso. Foi uma vitória que contagiou o País inteiro e teve um reflexo em todo o mundo, já que Lula era presidente de uma nação considerada uma das maiores do universo, com mais de 150 milhões de habitantes e era um simples trabalhador, um operário metalúrgico, que enfrentou e venceu as oligarquias e a burguesia conservadora que por 500 anos dominou o Brasil.
Lula assumiu em 2002 e foi reeleito em 2006,  embora tenha enfrentado perseguição de golpistas em sua  primeira gestão. Fez a mais importante gestão da história do Brasil. O que não foi feito em 500 anos, Lula fez em oito, principalmente dando ao Brasil e ao povo brasileiro o respeito internacional. O trabalhador, o metalúrgico, investiu no combate à pobreza, pondo comida na mesa dos trabalhadores, proporcionando o acesso do pobre às universidades e fazendo com que o povo brasileiro se orgulhasse de seu País.
Hoje, quando o Partido dos Trabalhadores completa 31 anos,  com  a primeira presidenta eleita pelo voto direto com o  indiscutível apoio de Lula, os que lutaram em seu início, pondo a cara  numa luta desigual contra a burguesia, sua militãncia tem todos os motivos para comemorar. Além de ter eleito o melhor presidente da história do Brasil, que terminou o segundo mandato com incontestável apoio de 97 por cento da população, o PT elegeu Dilma e certamente a grande companheira que quando jovem foi uma aguerrida militantes contra as oligarquias dominantes, em seu mandato terá o apoio de toda a sociedade brasileira que hoje, 31 anos depois, não vê mais o Partido dos Trabalhadores como aquele "bicho papão" do início dos anos 80. Mas um partido sério, que colocou o Brasil em seu verdadeiro lugar no cenário mundial  e o povo brasileiro já pode sorrir e ter a certeza que o Brasil caminha certo para o sucesso. O sucesso que o PT conseguiu colocá-lo. Parabéns, PT, pelos seus 31 anos!

O futebol e o samba do Ataulfo

O País da bola sofre um retrocesso em termos de futebol. É o que falam principalmente os latinoamercanos sobre o Brasil. É que outrora o Brasil descobria seus craques e eles ficavam aqui, ou quando saiam já eram veteranos. Isso aconteceu com Amarildo, com Didi, depois com Rivelino, Carlos Alberto Torres, Carlos Alberto Pintinho, o próprio Zico, que saiu do Flamengo já com quase 30 anos e por aí adiante. De uns tempos para cá, os jogadores passaram a sair do Brasil na faixa dos 18 anos, no máximo 20 anos, ou seja,  praticamente nos cueiros. Foi o caso de Adriano,  Robinho, Pato, Elano, Diego, Deco, Júlio César e mais uma pá de jogadores. Saíram do País sem sequer jogar na Seleção Brasileira. Todos foram convocados de fora. Já aconteceu até de nossa Seleção ser Brasileira só no nome, porque a maioria, ou seja, 90 por cento dos jogadores, jogavam no exterior. Existem casos de jogadores brasileiros se nacionalizarem por outro País, como Deco, que é português e brasileiro e Roberto carlos que também tem nacionalidade espanhola. Isso acontece, principalmente, porque a empolgação do jogador pelo país que praticamente o lançou no futebol, onde ele é conhecido, amado pela torcida, tornar-se sua pátria. É como Caetno diz em uma de suas músicas.: "minha pátria, milha língua".  Jogam fora, falam outra língua diariamente, seus filhos não são brasileiros, daí para perder a identidade é um passo.
Robinho deixou o Santos com 20 anos.
Hoje a coisa está totalmente invertida. Brevemente -é quase certo- perderemos Neymar e Paulo Henrque Ganso para o exterior. Enquanto isso,  estamos trazendo de volta os "craques" Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Felipe, Roberto Carlos,  Deco, Juninho Pernambucano (está pra chegar) e agora Liedson, que voltou, estreou no Corintians  e conseguiu fazer dois gols ontem que até o Zé Augusto faria. Quer dizer, os caras vão embora, ficam ricos e voltam para o Brasil sem jogar nada e ganhando igual e às vezes até mais do que ganhavam lá fora. A diferença é que agora estão com "o pé na cova" do futebol.
O futebol paraense comete também os mesmos erros. Adora importar "bondes", mesmo que já tenha sido provado que isso é muito negativo. Já estão aí os "vovôs" Sandro, Alex Oliveira, Mendes e outros. O São Raimundo quis dar uma de bam-bam-bam, foi ao Rio, trouxe um bocado de atletas e até treinador. Resultado: não ganhou nada. A Tuna está recebendo propostas e mais propostas de empresários querendo trazer "craques" e "bondes" para atuar na Águia. A diretoria e o Departamento de Futebol já foram alertados. Cuidado. Muito cuidado. Jogador velho só é bom para jogar dominó ou gamão. E craque, com certeza, não vem para cá.
O assunto me faz lembrar os versos de uma famosa música do imortal compositor de sambas das Minas Gerais Ataulfo Alves:
 -Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada Zé,
ou tem maribondo no pé.